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20. O Pequeno Príncipe, Antoine De Saint -Exupéry



Um adendo a este blog...

Este clássico merece um belo espaço aqui. 

Li várias vezes esta lindíssima literatura e, a primeira foi aos meus 7 anos de idade, um presente da minha mãe.
Nesta ocasição, pouco ou nada entendi, mas não deixei de ficar intrigada com aquelas figuras de planetas, pássaros, um elefante na barriga de uma cobra mas que parecia um chapéu, tudo muito estranho à primeira vista.
Com 11 ou 12 anos, tentei ler novamente e já entendi alguma coisa, mas muito ainda ficou sem explicação razoável... tudo me parecia meio maluquinho ainda: "Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas"... "o essencial é invisível aos olhos"... o que isto tudo significava? Continuei intrigada.
Aos 15 anos, fiz mais uma tentativa e, nesta época já havia me apaixonado pelas estrelas. Então algo já começava a fazer sentido. Também conheci meu poema preferido: "Ouvir Estrelas" de Olavo Bilac. 
Lá pelos 25 anos, nova tentativa. Já estava começando a entender o significado daquelas frases, já entendia tamanha beleza, mas ainda não a sentia e era frustrante. Olhar com os olhos do coração? Como assim?
Aos trinta, experimentei a beleza da maternidade. Ah, aí sim tudo passou a fazer sentido.
Então, meu pequeno príncipe, já aos 7 anos, entendeu muito mais do livro do que eu com a mesma idade, principalmente quando eu disse: "Você vai ser um adulto excelente e um dia vai encontrar sua rosa e, não vai importar se é bonita ou feia porque você vai saber olhar com os olhos do coração!"
Sei disso porque, meu pequeno, aos 7 anos de idade viu a mãe sem cabelo, sem sobrancelhas e cilhos, muito inchada e muito magra, e ainda sim, não deixou de dizer um dia sequer durante este período o quanto eu estava bonita, mesmo "carequinha".  Mesmo desconstruída física e emocionalmente, ele me viu lutar com muita fé, coragem e dignidade e acredito que assim ele passou a me ver com os "olhos do coração".


Meu pequeno faz sua viagem com muita coragem e fé, mas sua caminhada será longa, como a de todos nós, cheia de surpresas no meio do caminho, mas sabendo que serão para que ele entenda melhor o que é essencial em seu caminho. O importante é fazer esta viagem e desfrutar dela em todos os sentidos.
Hoje, aos 41 anos, finalmente SINTO muito bem os dizeres "só se vê bem com o coração"; "o essencial é invisível aos olhos"... e, sou mais feliz ainda por isso!
Cada um escolhe sua "viagem", por onde anda e com quem anda e, a minha tem sido simplesmente maravilhosa!




Como mencionei, meu pequeno leu o livro e do seu entendimento atual ele escreveu um recadinho que diz:

"Coisas que aprendi com o Pequeno Príncipe:

1. Baobás - Pequenos problemas que tem que cortar antes que fique um problemão;
2. Suportar coisas ruins: o Pequeno Príncipe não deixava os insetos tocarem na flor e ela dizia: "Eu vou ter que suportar uma ou duas larvas para conhecer as borboletas";
3. "O essencial é invisível aos olhos"; "O coração a gente sente e com os olhos a gente vê" - olhar com o coração."


NO FORNO: Os Bebês de Auschwitz, de Wendy Holden


NO FORNINHO: MALALA, A MENINA QUE QUERIA IR PARA A ESCOLA, Adriana Carranca

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